Kit 5 Estrelas

 

 

Em nossa sociedade, as “cinco estrelas” são um referencial de qualidade e excelência. Neste kit, reunimos os cinco óleos necessários para você ter uma farmácia natural caseira capaz de atender diferentes problemas cotidianos com excelência e qualidade. São cinco Óleos Essenciais de destaque, que brilham tanto por seu aroma encantador quanto por sua qualidade terapêutica.

Já pensou ter uma farmácia natural portátil, para usar em casa ou levar em suas viagens?

Composição: Alecrim qt. Cineol, Eucalipto Globulus, Lavanda Maillette, Laranja Doce e Tea Tree.

Neste artigo, exclusivo para quem tem o QR Code do Kit 5 Estrelas, você poderá conhecer com mais profundidade cada um dos Óleos Essenciais que o integram.

Alecrim qt. Cineol (Rosmarinus officinalis)

 

 

“O Alecrim, é para a memória(…)”.

O Alecrim (Rosmarinus officinalis) é muito mais do que uma erva aromática utilizada em assados e cozidos. Do ponto de vista terapêutico, ele é uma das ervas e Óleos Essenciais mais poderosos do planeta! Desde a antiguidade, ele é associado à memória, sendo utilizado em funerais (para simbolizar a lembrança dos que se foram) e também testes e provas, como auxílio para melhorar o desempenho dos estudantes. Não por acaso, Shakespeare escreve em sua célebre peça, Hamlet: “O Alecrim, é para a memória (…)”.

Além disso, o Alecrim apresenta valor ORAC (Marcador Internacional da Capacidade Antioxidante de Alimentos) de 11.070, tendo o mesmo poder de combate aos radicais livres da aclamada Goji Berry. Também chamado de Rosmarinho, este arbusto perene nativo do Mediterrâneo, é usado na medicina tradicional há milhares de anos para melhorar a memória, aliviar problemas digestivos, estimular o sistema imunológico e aliviar dores em geral.

Rosmarinus officinalis

Assim como a Lavanda, o Alecrim pertence à família das Lamiaceae. Esta é uma família especial para a Aromaterapia, pois grande parte das plantas que a integram possuem alguma propriedade de cura, bem como compostos aromáticos. Segundo Marcel Lavabre, isto se deve à sua “natureza calorífera”. Muitos integrantes desta família também desenvolvem diferentes quimiotipos (qt.), o que indica uma grande capacidade de adaptação ao ambiente onde estão inseridos. Esta capacidade de adaptação reflete-se, segundo Lavabre, em suas propriedades imunoestimulantes.

Em geral, esta família desenvolve-se bem em espaços abertos, em declives rochosos e secos (de solo alcalino), onde as plantas recebem luz solar abundante. Outros exemplos de plantas aromáticas que pertencem à família das Lamiaceae: Hortelã Pimenta, Manjericão, Patchouli, Sálvia-esclarea, Tomilho (etc.). O aromaterapeuta Dominique Badoux nos explica a origem do nome científico do Alecrim: “A palavra rosmarinus (do latim, ros, “orvalho” + marinus, “marinho”) faz referência a uma característica dessa planta: sua resistência ao orvalho marinho ou maresia. De fato, por resistir muito bem à maresia, o ros-marinho, como também é conhecido o alecrim-verdadeiro, é uma das primeiras plantas que se encontra ao se chegar à encosta do mediterrâneo.” Já officinalis é um termo latino que significa aquilo que pertence a uma oficina. A oficina era uma dependência dentro dos mosteiros da Europa cristã onde os monges guardavam os medicamentos e ervas essenciais à sobrevivência num mundo de epidemias e isolamento. Quando Lineu (1707 – 1778) estabeleceu o sistema binomial para definir os nomes científicos de todos os seres vivos, ele usou o termo officinalis nas plantas (e alguns animais) que, à época, tinham uma utilidade medicinal ou culinária.

 

Bioatividade do Óleo Essencial de Alecrim

O Óleo Essencial de Alecrim possui muitas possibilidades terapêuticas, indo de tratamentos capilares até o estímulo à concentração mental. Um estudo comparativo randomizado publicado em 2015 na revista Skinmed analisou a eficácia do óleo de Alecrim na perda de cabelo devido à alopecia androgenética (calvície) em comparação a uma forma convencional de tratamento (minoxidil 2%). Durante seis meses, 50 indivíduos com AAG (Alopecia Androgenética) usaram o óleo de Alecrim, enquanto outros 50 usaram o minoxidil 2%. Após três meses, nenhum dos grupos apresentou melhora, mas após seis meses, ambos os grupos tiveram aumentos igualmente significativos na contagem de cabelos. Assim, o óleo de Alecrim mostrou-se um bom remédio contra a queda de cabelo, além de ter causado menos coceira no couro cabeludo em comparação com o minoxidil 2%.

Já em 2017, o International Journal of Neuroscience publicou um estudo para avaliar de que modo o desempenho cognitivo de 144 participantes foi afetado pela aromaterapia com óleo de Lavanda e óleo de Alecrim. Os pesquisadores da University of Northumbria, em Newcastle, descobriram que: “O óleo de Alecrim produziu um aprimoramento significativo do desempenho para a qualidade geral da memória e fatores de memória secundária”. Provavelmente devido ao seu efeito calmante significativo, “a Lavanda produziu um decréscimo significativo no desempenho da memória de trabalho e diminuiu o tempo de reação para as tarefas baseadas na memória e na atenção”. “O [óleo de] alecrim”, concluem os pesquisadores, “ajudou as pessoas a ficarem mais alertas”.

Quimiotipo (qt.) Cineol

Por que o Alecrim traz em seu nome o “qt. Cineol”? O quimiotipo é um fenômeno natural em que plantas pertencentes a uma mesma família e a um mesmo gênero apresentam moléculas aromáticas diferentes. Isto ocorre devido às diferenças climáticas e de solo, que influenciam a adaptação da planta. Como explica Dominique Baudoux: “O Alecrim desenvolveu vários quimiotipos em regiões climáticas razoavelmente diferentes. O quimiotipo Cineol cresce no norte da África (Marrocos, Tunísia), o Cânfora cresce na Espanha e o Verbenona, no sul da França, Córsega, no norte da Itália e em países da antiga Iugoslávia”.

A presença desses diferentes componentes irá influenciar a ação terapêutica destes óleos, por isso a informação do quimiotipo é muito importante. Usualmente as empresas de Aromaterapia indicam o quimiotipo de seus Óleos Essenciais da seguinte forma: Alecrim qt. cineol, Alecrim qt. cânfora, etc. Qual a potência terapêutica específica do componente 1,8 Cineol?

Óleos ricos em 1,8 cineol costumam ser auxiliares muito poderosos em qualquer doença respiratória. Este componente está relacionado aos efeitos antivirais, antibacterianos, expectorantes e mucolíticos. Também estimula as glândulas do sistema respiratório e age como expectorante, porque estimula as células secretoras de muco e ativa os cílios das membranas mucosas respiratórias. Além disso, possui efeito estimulante no processo mental, aumentando o fluxo sanguíneo para o cérebro, quando inalado. Pesquisas demonstraram que o componente 1,8 Cineol diminui a tosse, facilita a expectoração e diminui a falta de ar. Tem um efeito anti-inflamatório na asma brônquica. Também costuma apresentar efeitos analgésicos, antiespasmódicos e anti-inflamatórios para sistemas musculares e respiratórios. Por aumentar a circulação sanguínea, é preciso ter muito cuidado no uso de óleos que possuam o composto 1,8 Cineol (como é o caso do Alecrim), principalmente com pessoas que sofram de pressão alta.

 

 

Um Óleo para a resistência!

O Alecrim é a “conífera” da família Lamiacea, unindo muitas das propriedades dos óleos das plantas “folha-de-agulha” (acúleos) com aquelas dos óleos de plantas com floração, tornando-se um curandeiro de múltiplas faces. Seus efeitos, em casos de congestionamento e infecções bacterianas ou virais do fígado,  estão bem documentados. É também importante lembrar que suas propriedades antifúngicas fazem dele uma boa escolha no tratamento de cândida, especialmente quando ligado ao Tea-Tree (Melaleuca alternifolia) e ao Óleo Essencial de Manuka (Canarium luzonicum). Ativa a circulação arterial, é um excelente cardiotônico, combate a pressão arterial baixa e é um poderoso regulador neuromuscular, além de ser um bom remédio contra dores reumáticas. Reforçando o metabolismo do açúcar, ele reduz, naturalmente, o nível de glicose no sangue. É amplamente usado como um tônico e desintoxicante da pele, bem como um aditivo no tratamento do cabelo e em xampus. Seus efeitos aquecedores e tônico-estimulantes abrangem todo o organismo, podendo facilmente substituir uma xícara de café e acordar cérebros sonolentos, mesmo que tarde da noite. Ele aumenta o poder da memória e concentração, traz autoconfiança, coragem e tenacidade. É um bom óleo para superação de comportamento frio e rígido e para dissipar a escura e sombria autoindulgência do sofrimento. O Alecrim atua no comportamento, mantendo o querer como alguém que resiste com confiança a um agressor. É paciente e seguro, porque reconhece o valor do tempo. Sabe que não necessariamente é o mais rápido ou o mais musculoso quem vence, mas sim aquele que administra o tempo e a distância. Devagar e sempre, a perseverança é a mãe da vitória.

Eucalipto Globulus (Eucalyptus globulus)

 

Eucalipto: uma descoberta aborígene.

Há milhares de anos, os Aborígenes australianos já preparavam infusões com folhas de Eucalipto, utilizando-as para tratamento de dores no corpo, congestão nasal, febre e resfriados. Em 1788, alguns cirurgiões ingleses destilaram o óleo proveniente de algumas árvores da espécie Eucalyptus piperita, que cresciam nas costas de Port Jackson (Sydney – Austrália). Eles utilizaram o óleo para tratar fuzileiros navais. Posteriormente, o óleo foi extraído pelos primeiros colonos, mas demorou algum tempo até ser explorado comercialmente. Somente em 1852 a exploração comercial do óleo se iniciou efetivamente. Joseph Bosisto, farmacêutico de Melbourne (Austrália), foi o primeiro a montar uma pequena destilaria, onde passou a extrair o Óleo Essencial de Eucalipto. O químico francês F. S. Cloez identificou e nomeou o principal constituinte químico do óleo essencial de Eucalipto: o Eucaliptol (também conhecido como 1,8 Cineol). Em 1870, o óleo já estava sendo exportado para todo o mundo e, devido à sua potência terapêutica, cirurgiões o utilizavam como antisséptico em cirurgias.

A indústria australiana do óleo de Eucalipto atingiu seu ápice por volta de 1940. Posteriormente, o crescimento global de plantações resultou em maiores volumes de óleo, como subproduto do cultivo para obtenção da madeira. Por volta de 1950, o cultivo já estava espalhado por diversos países e o custo de produção do óleo produzido na Austrália aumentou tanto que não pôde competir com os óleos produzidos em países mais próximos da Europa e com menor custo.

Hoje, por conta da qualidade de sua madeira, o Eucalipto é utilizado na construção civil. Já seu Óleo Essencial é fartamente utilizado na indústria farmacêutica, integrando a composição de medicamentos, cosméticos, shampoos, cremes dentais, entre outros. A Aromaterapia, como sabemos, nos permite ter acesso direto à este concentrado puro das plantas: o Óleo Essencial. O óleo de Eucalipto Globulus pode nos auxiliar na conquista de um estilo de vida mais saudável e mais pleno.

 

Eucalyptus globulus

Eucalyptus é o nome de um grande gênero de árvores da família botânica Myrtaceae, nativas da Austrália, Tasmânia e algumas Ilhas próximas. O nome eucalipto deriva do grego: eu (= bem) e kalipto (= cobrir), referindo-se à estrutura globular arredondada de seu fruto, caracterizando a estrutura que protege bem as suas sementes. Até hoje, mais de 500 espécies foram descritas e são cultivadas amplamente em todas as regiões temperadas do mundo, principalmente para fins econômicos. São plantas que crescem rapidamente e algumas espécies podem atingir grandes alturas (até 90 metros). O Eucalipto é um nome genérico de muitas espécies diferentes de uma mesma árvore (até 600 espécies) e pode ser encontrada em muitos continentes. Apenas 20 espécies, em diferentes partes do mundo, são exploradas para produção de Óleos Essenciais, das quais apenas seis são responsáveis pela maior parte da produção mundial de óleos de Eucalipto. Dentre estas espécies, o Eucalipto Globulus é um dos mais conhecidos. O nome Globulus faz referência ao formato arredondado de seu pequeno fruto.

Os aborígenes utilizavam suas folhas em defumações, cujo objetivo era purificar o ar do ambiente. Podemos replicar este antigo ritual, utilizando o Óleo Essencial em um difusor de ambientes. Excelente para o bom funcionamento de todo o Sistema Respiratório, devido a sua alta concentração de Eucaliptol (1,8 Cineol) e também a presença do Alfa Pineno, este óleo é especialmente útil para problemas relacionados à parte inferior do Sistema Respiratório: traqueia, brônquios, bronquíolos e alvéolos pulmonares. Como um fornecedor natural de oxigênio para o corpo, ele possui efeito regenerativo nas células da pele, aumentando seu metabolismo respiratório, tornando-o um bom curador de feridas, especialmente no caso de bolhas e queimaduras. Também é um excelente aliado no tratamento de dermatite bacteriana, cândida e outras infecções da pele. Sua natureza energizante e tonificante pode ser excelente para tratar dores de cabeça e dores nevrálgicas.

 

O Eucalipto e as condições respiratórias

Tradicionalmente, o Eucalipto era usado como agente analgésico que ajudava a aliviar a dor e era valorizado por sua capacidade de reduzir a inflamação e melhorar as condições respiratórias. Hoje, os benefícios e usos do óleo de Eucalipto são extensos, sendo comumente usado em pomadas, perfumes, esfoliantes de vapor e produtos de limpeza. O Eucalipto também é conhecido por sua capacidade de combater infecções bacterianas, virais e fúngicas e por ajudar a limpar o trato respiratório do muco acumulado. Por esses motivos, o eucalipto é definitivamente um dos Óleos Essenciais mais benéficos e versáteis para integrar seu kit aromático.

Em 2012, o Asian Pacific Journal of Tropical Biomedicine, publicou um estudo cujo objetivo foi verificar as atividades antimicrobianas do Óleo Essencial de Eucalyptus globulus. Para tanto, foram realizados experiências in vitro, através das quais se pode comprovar “que o óleo essencial das folhas de E. globulus possui atividade antimicrobiana contra bactérias gram-negativas (E. coli) e bactérias gram-positivas (S. aureus)”. E ainda, esses “resultados encorajadores indicam que o óleo essencial das folhas de E. globulus pode ser explorado como antibiótico natural para o tratamento de várias doenças infecciosas causadas por esses dois germes, e pode ser útil no entendimento das relações entre curas tradicionais e medicamentos atuais”.

Em 2004, a Universidade de Zhejiang (China) realizou um estudo cujo objetivo foi comprovar a eficácia do Óleo Essencial de Eucalipto no combate à bronquite crônica e à hipersecreção de mucina (componente que dá viscosidade ao muco). Os experimentos foram realizados em ratos, e as conclusões foram as seguintes: “o óleo de E. globulus tem efeito anti-inflamatório na bronquite crônica induzida por lipopolissacarídeo em ratos e efeito inibitório na hipersecreção de mucinas das vias aéreas”.

 

O Eucaliptol

O Óleo Essencial de Eucalipto Globulus é obtido através da destilação por arraste de vapor de suas folhas. Através da cromatografia, conseguimos identificar que o eucaliptol, ou 1,8-cineol, representa de 70 a 90% da composição de seu Óleo Essencial. Este composto está associado aos efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e analgésicos deste óleo. O Eucaliptol pertence à família química dos Óxidos Terpênicos. Como esclarece o Dr. Dominique Baudoux, “os óxidos terpênicos são moléculas terpênicas entre as mais comumente encontradas nos óleos essenciais. São largamente prescritos para todo tipo de infecção virótica ou bacteriana cujas complicações repercutem no aparelho respiratório”. Contudo, também é preciso muito atenção quando for usar óleos ricos neste componente, como é o caso do Eucalipto Globulus. Grandes dosagens deste componente não são indicadas para bebês, gestantes, lactantes, pessoas com pressão alta e com histórico de convulsão ou epilepsia. Pelo seu poder de ação, o uso de óleos ricos neste composto é mais indicado quando dentro de fórmulas e sinergias onde eles estejam diluídos ou combinados com outros Óleos Essenciais.

Uma opção muito interessante quando buscamos uma abordagem mais suave, principalmente ao lidarmos com pessoas mais sensíveis, é o Hidrolato. O Hidrolato é a água aromática resultante do processo de destilação. Diferentemente dos Óleos Essenciais (altamente concentrados), os Hidrolatos são bem mais suaves, ideais para situações que requerem um cuidado aromático mais leve, especialmente bebês, idosos e pessoas com a saúde mais sensível.

O Hidrolato de Eucalipto Globulus é um ótimo tônico adstringente, ideal para peles oleosas. Uma boa forma de uso é aplicá-lo após a limpeza da pele, onde ele irá agir como tônico adstringente. Além de potencializar a limpeza sem agredir, irá prevenir e até auxiliar a tratar acne, cravos e espinhas, se usado com constância. Com seus ácidos, irá regular o PH da pele e contribuir no equilíbrio da produção de sebo, principalmente na zona que compreende a testa, o nariz e o queixo. Irá colaborar para o fechamento dos poros e preparar a pele para a hidratação.

 

Eucalipto: o movimento do Prana

Prana é um conceito Ayurvédico que podemos entender como “força vital”, ou energia. Está intimamente relacionado à respiração, podendo também ser entendido como o sopro vital. Portanto, o Prana pode ser comparado ao Chi da Medicina Tradicional Chinesa. Em que sentido podemos entender a ligação entre o Eucalipto e o Prana? Abaixo, reproduzimos as palavras do Dr. Malte Hozzel, descrevendo esta ligação: “Aéreo e leve, refrescante por fora e quente por dentro. Um poderoso oxigenador que seca a umidade e o frio. O Eucalipto é sinônimo de liberdade e vitalidade, é o espaço além das fronteiras. O ritmo de sua energia é como o vento que assovia no cimo das árvores e converge no poder de espalhar, criar, nutrir e absorver. Poderoso contra reumatismo, artrite reumatóide, dores musculares e em problemas relacionados ao sistema respiratório como gripe, bronquite, tosse, congestão nasal, asma, entre outros. Também é eficaz em problemas relacionados ao trato urogenital, como cistite e leucorreia. Por ser um fornecedor natural de oxigênio, também possui efeito regenerador das células da pele, sendo útil na cicatrização de feridas, bolhas e queimaduras. É eficaz em casos de dermatites bacterianas, cândida e outras infecções na pele. A respiração plena que o Eucalipto proporciona é conhecida há muito tempo na medicina popular. Essa liberdade também é observada nas emoções, na liberação das energias da alma, auxiliando nas intenções e nas criações. É movimento do “Prana”, expandindo nas asas de uma brisa refrescante”.

 

Lavanda Maillette (Lavandula angustifolia)

 

“A Lavanda é usada desde tempos imemoriais”. – Dr. Malte Hozzel

Registros apontam o uso da Lavanda há mais de 2.500 anos atrás. Os antigos egípcios a utilizavam em mumificações e perfumes. Quando a tumba de Tutancâmon foi aberta, em 1923, os pesquisadores relataram um aroma suave de Lavanda (ou seja, 3.000 anos depois!). Os Romanos utilizavam a Lavanda em suas famosas casas de banho. Aliás, o nome Lavanda deriva do verbo latino lavare – que significa “lavar”. Os romanos também usavam o Óleo de Lavanda em sabonetes e o levavam consigo em todo o Império Romano.

Na França medieval e renascentista, as lavadeiras punham as roupas para secar em touceiras de Lavanda, de modo a perfumá-las. Ela também era usada para perfumar as gavetas, perfumar o ar, tratar infecções e curar feridas.

Mais recentemente, existe a famosa história de Gatefossè (pai da Aromaterapia moderna). Diz ele: “Em minha experiência pessoal, depois de uma explosão de laboratório (…) minhas mãos foram cobertas com uma gangrena gasosa em rápido desenvolvimento. Apenas uma lavagem com essência de lavanda parou “a gaseificação do tecido. Este tratamento foi seguido por sudorese profusa, e a cura começou no dia seguinte (julho de 1910) ”.

“A Lavanda”, como diz o Dr. Malte Hozzel, “é usada desde tempos imemoriais. Ela é a gloriosa rainha da aromaterapia: pacifica e consola, refrigera e relaxa. Seu Óleo Essencial é como uma panacéia de amplitude incrível, um curandeiro para o coração, os pulmões, o trato digestivo… A complexidade do verdadeiro Óleo de Lavanda e sua beleza perfumada dificilmente são igualadas.”

O mundo maravilhoso das Lamiacea.

A Lavanda pertence à família botânica das Lamiacea. Essa é uma família especial para a Aromaterapia, pois grande parte de suas integrantes possuem alguma propriedade de cura e compostos aromáticos. Segundo Marcel Lavabre, isso deve-se à sua “natureza calorífera”. Muitos integrantes dessa família também desenvolvem diferentes quimiotipos (qt.), o que indica uma grande capacidade de adaptação ao ambiente. Essa capacidade de adaptação reflete-se, segundo Lavabre, em suas propriedades imunoestimulantes.

Em geral, essa família desenvolve-se bem em espaços abertos, em declives rochosos e secos (de solo alcalino), onde as plantas recebem luz solar abundante. Outros exemplos de plantas aromáticas que pertencem a essa família: Alecrim, Hortelã-pimenta, Manjericão, Patchouli, Sálvia-esclareia, Tomilho (etc.). É importante lembrar que a Lavanda possui diferentes variedades, e cada uma delas atende uma demanda terapêutica específica. Por exemplo, a Lavanda Spike (Lavandula latifolia) pussui cânfora em sua composição, gerando um efeito estimulante; já a Lavanda Maillete (Lavandula angustifolia), devido à grande quantidade de Linalol em sua composição, traz um efeito tranquilizante.

O Óleo Essencial de Lavanda no alívio da ansiedade, distúrbios do sono e depressão

Desde o início da aromaterapia moderna, com Gatefossé, o Óleo Essencial de Lavanda é um dos Óleos mais estudados pela ciência. Diversos desses estudos indicam sua eficácia no tratamento da ansiedade e outros males correlatos; veja o resumo de dois estudos recentes:

  • Em 2013, um estudo baseado em evidências publicado pelo International Journal of Psychiatry in Clinical Practice descobriu que o uso do Óleo Essencial de Lavanda alivia a ansiedade, os distúrbios do sono e a depressão. Além disso, no estudo não houve efeitos colaterais adversos, interações medicamentosas ou sintomas de abstinência do uso do Óleo de Lavanda.
  • Em 2014, o International Journal of Neuropsychopharmacology publicou um estudo em humanos que revelou que o Silexan (uma conhecida medicação cujo princípio ativo é o Óleo de Lavanda) foi mais eficaz contra o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) do que placebos e paroxetina (conhecido medicamento antidepressivo). Após o tratamento, o estudo encontrou zero casos de sintomas de abstinência ou efeitos colaterais adversos.
  • A ciência vem comprovando a eficácia desse Óleo Essencial para epidemias modernas, com a vantagem de não possuir efeitos colaterais.

 

A Composição Química do óleo de Lavanda

Através de um processo chamado cromatografia, é possível rastrearmos as moléculas químicas que compõe os Óleos Essenciais. Com o conhecimento dessas moléculas, podemos entender melhor a ação desses Óleos, usando-os de maneira mais eficaz e segura. No caso do Óleo Essencial de Lavanda (Lavandula angustifolia) dois compostos químicos destacam-se em sua composição: o Linalol (35-50%) e o Acetato de linalila (45 – 55%).

O Linalol é um álcool terpênico de efeitos sedativos. Esse composto está associado aos efeitos relaxantes e tranquilizadores do Óleo Essencial de Lavanda, bem como aos seus efeitos anti-depressivos. Um estudo de 2018, publicado no Journal of Ethnopharmacology, demonstrou que Óleos Essenciais ricos em Linalol possuem efeitos anti-depressivos.

Já o Acetato de linalila é um éster terpênico. Esse composto está associado aos efeitos de regulação cardíaca, bem como ao aroma adocicado/frutal que sentimos no Óleo Essencial de Lavanda. Esse composto, aliado ao Linalol, promove o característico efeito sedativo do Óleo Essencial de Lavanda.

 

 

A Lavanda e o Holismo

A totalidade (hólos) é ordem. Se pensarmos na Natureza, essa ordem comanda que o rio flua em direção ao mar e que a planta cresça em busca da luz. Sendo assim, a visão holística, ao reconhecer um todo (ordem) a coordenar as partes, buscará entender a parte em função do todo. O todo, como a célebre frase diz, será maior que a soma das partes.

Em termos terapêuticos, isso significa não só atacar os sintomas apresentados em uma determinada parte do corpo, mas fortalecer o sistema adoecido, de modo que ele espelhe a saúde do ser humano integral. Como diz o Dr. Malte Hozzel, “inspirar um Óleo Essencial influencia a energia vibracional de nossas células, provendo-nos de saúde em diferentes níveis: físico, emocional e espiritual. O olfato e o mundo das fragrâncias nos conectam à parte mais profunda de nós mesmos, aquela onde podemos encontrar a presença de uma alegria perene. Os Óleos Essenciais, com sua energia aromática concentrada, influenciam profundamente nossa mente e nossas emoções.”

O Óleo de Lavanda (Lavandula angustifolia) pode servir como um aliado poderoso em nosso processo de auto-conhecimento, em busca por mais saúde. A Harmonia da Natureza reflete em harmonia interior.

Laranja Doce (Citrus sinensis)

 

Laranja, da China para o mundo

Mesmo quem não conhece o Óleo Essencial de Laranja Doce (Citrus sinensis), provavelmente já teve contato com suas moléculas aromáticas. Fruta muito comum em nossa cultura, suas moléculas aromáticas encontram-se em sua casca. Por isto, ao descascarmos uma laranja é muito comum que espirre um pouco de suas moléculas aromáticas.

A laranja é um fruto das espécies cítricas, nativas da China. Ela é chamada de Laranja Doce para que seja diferenciada da Laranja Amarga (Citrus aurantium var. amara). Apesar de ambas serem cítricas, são plantas diferentes.

A primeira menção à Laranja Doce foi encontrada na literatura chinesa em 314 a.C. A Laranja Doce apareceu na Europa ao final dos anos 1400, perto da época de Cristóvão Colombo (considerado o descobridor da América). A introdução da laranjeira doce na Europa mudou a importância dos cítricos no mundo. A viagem do explorador português Vasco de Gama registrou que em 1498 haviam multidões de laranjeiras na Índia, e todas as frutas tinham um sabor doce. A nova variedade de laranja doce, conhecida como “laranja de Portugal”, causou um aumento dramático no plantio europeu dos cítricos. Acredita-se que o cultivo da Laranja Doce nas Américas deve-se a Cristóvão Colombo que em 1493 trouxe sementes cítricas para serem plantadas e cultivadas. A partir de 1987, as laranjeiras foram consideradas a árvore frutífera mais cultivada no mundo, distribuindo-se fartamente em climas tropicais e subtropicais. Seus doces frutos podem ser consumidos frescos ou processados, como é o caso dos sucos.

A maior parte do Óleo Essencial de Laranja Doce provêm da indústria de sucos, representando um subproduto desta grande produção. A partir de 2012, as Laranjas Doces representavam aproximadamente 70% da produção dos cítricos, em escala mundial. Em 2017, 73 milhões de toneladas de Laranjas foram cultivadas em todo o mundo, com o Brasil produzindo 24% do total mundial, seguido pela China e Índia.

Citrus sinensis

A Laranja pertence, como muitas outras frutas cítricas, à família botânica das Rutaceae. Nesta mesma família encontramos algumas outras plantas aromáticas, das quais obtemos preciosos Óleos Essenciais: a bergamota, o limão siciliano, o néroli, dentre outros.

De modo geral, as plantas da família Rutaceae crescem em regiões tropicais, onde são expostas às diferentes gradações da luminosidade solar. Seus frutos são como pequenos sóis, o que pode ser entendido como uma assinatura característica destas plantas. Sendo assim, muitos terapeutas associam a ação dos óleos cítricos a essa intensa absorção da luz solar, sendo boas opções para auxiliar o sistema digestivo (ativando o “fogo” da digestão) e também ativando o sistema nervoso e elevando o humor.

O aromaterapeuta Marcel Lavabre, por exemplo, fala o seguinte a respeito das frutas cítricas: “Extremamente prolíferas (cada árvore pode produzir até 100 frutos), controlam perfeitamente a interação dos dois poderosos fluxos de forças opostas: as forças centrífugas, que puxam para cima as forças terrestres, carregando-as de elementos fluidos vitalizados de uma exuberância tropical, e as forças cósmicas da luz e do calor, que são absorvidas pelas frutas (…) Esse gênero de plantas, então, luta contra as forças centrífugas desintegradoras do mundo tropical. Sua ação é refrescante, revigorante e tônica e tende a concentrar os elementos constitutivos do organismo.”

 

Os efeitos ansiolíticos do Óleo Essencial de Laranja

Em 2017, a Universidade Federal de João Pessoa (PB) em conjunto com a Universidade Federal da Paraíba (PB), realizou um estudo cujo objetivo foi identificar o efeito ansiolítico do Óleo Essencial de Laranja em usuários de Crack sofrendo de abstinência. Este estudo contou com 51 voluntários, que foram expostos a situações desencadeadoras de ansiedade (ansiogênicas). Deste grupo, uma parte recebeu a administração do óleo de Laranja através de nebulização, outra parte não recebeu nenhum tratamento (grupo controle). Ao longo do acompanhamento deste grupo, seguiram-se medições dos marcadores fisiológicos e psicológicos relacionados à ansiedade. Com base nas evidências coletadas, os pesquisadores afirmam que: “Os resultados demonstraram que os sujeitos do teste nos grupos que receberam o OE mantiveram níveis de ansiedade controlados durante o SPS [situação ansiogênica], quando comparados ao grupo controle (sem tratamento). Os indivíduos que usaram o OE também mantiveram níveis de “desconforto” e “comprometimento cognitivo” durante o SPS [situação ansiogênica]. Concluiu-se que indivíduos com abstinência interna de cocaína (crack) apresentam altos traços de ansiedade e que a nebulização do OE de Laranja proporcionou um efeito ansiolítico agudo em usuários de cocaína (crack) expostos a SPS [situação ansiogênica]”. Este estudo comprova um uso já consagrado pelos aromaterapeutas, ou seja, o uso do Óleo Essencial de Laranja para ansiedade. Além disto, ele inclui um contexto terapêutico delicado onde a ação terapêutica dos Óleos Essenciais mostra-se promissora. Dizem os pesquisadores na conclusão de seu estudo: “O OE de Laranja, administrado por nebulização, mostrou um efeito ansiolítico agudo em usuários de crack em abstinência. Esse achado anteriormente não relatado tem grande relevância clínica ao apresentar uma alternativa viável de terapia complementar no controle da ansiedade em usuários que abandonam o uso de drogas”.

O Limoneno

A cromatografia do Óleo Essencial de Laranja mostra dois componentes químicos de destaque: o Limoneno e o Linalol.

O limoneno faz parte da família química dos Monoterpenos. De maneira geral, estes componentes são estimulantes digestivos e também expectorantes. O limoneno também vem sendo estudado para o tratamento de câncer. Em um estudo recente (2018), publicado pela Dove Medical Press, os cientistas chegaram a esta promissora conclusão: “avaliamos o efeito anticâncer do d-limoneno no câncer de pulmão in vitro e in vivo. Nossos experimentos mostraram que o d-limoneno pode suprimir o crescimento do câncer de pulmão e induzir a apoptose por meio de um mecanismo que envolve a autofagia”.

Já o Linalol é um Álcool terpênico de efeitos sedativos. Este composto está associado a efeitos relaxantes, tranquilizadores e anti-depressivos. Um estudo de 2018, publicado no Journal of Ethnopharmacology, demonstrou que Óleos Essenciais ricos em Linalol possuem efeitos anti-depressivos.

Vale lembrar que o Brasil é o maior produtor de Óleo Essencial de Laranja do mundo. Isto favorece a baixa de seus preços em nosso país, mas não deve enganar-nos quanto à preciosidade deste óleo. Opção ímpar para difundir em ambientes, de modo a trazer alegria e descontração (combina muito bem com aromas amadeirados, como o de Patchouli); alternativa eficaz para levantar humores tristonhos, o óleo de Laranja é uma genuína joia aromática!

 

Laranja: alegria solar

O Óleo Essencial de Laranja é um excelente complemento terapêutico do combate à depressão. Sua ação auxilia a combater o cortisol, hormônio associado ao estresse. A laranja lembra, por sua cor e formato, o Sol. Resultado da destilação de sua casca, o Óleo Essencial de Laranja possui fragrância doce, vivificante e elevada. Assim como o Sol ilumina e vivifica o mundo natural, seu aroma ilumina e vivifica nossas emoções.

O Óleo Essencial de Laranja estimula a circulação de líquido nos tecidos, trazendo relaxamento e bem-estar. Seus efeitos espasmolíticos sobre os intestinos e suas propriedades carminativas são bem conhecidas. Aumenta o fluxo da bíle, ajuda o metabolismo das gorduras e fortalece um fígado sobrecarregado. Ao liberar energias corporais bloqueadas, ele neutraliza os sintomas de irritação e negatividade. Seu caráter expansivo transmite a alegria e a liberdade de uma visão otimista dos acontecimentos: um óleo verdadeiramente inocente e feliz. Amado por crianças e adolescentes, excelente em todas as estações mas especialmente conectado à energia expansiva do verão. Um presente para os viciados em trabalho e aqueles que anseiam por mais simplicidade e alívio de sua carga diária de estresse e tensão. Alegria Solar em uma gota!

Tea Tree (Melaleuca alternifolia)

 

Tea Tree: as sementes de Eelemani

O Óleo Essencial de Tea Tree (“Árvore de Chá”), cujo nome científico é Melaleuca Alternifolia, é amplamente utilizado em toda a Austrália há pelo menos 100 anos e, há mais de sete décadas, tem sido documentado em inúmeros estudos médicos por sua capacidade de matar muitas cepas de bactérias, vírus e fungos. Ele é o óleo, quando estamos pensando em propriedades antissépticas, antibacterianas, antifúngicas, anti-inflamatórias e antivirais. O povo indígena Bundjalung, do leste da Austrália, conta que a lendária princesa Eelemani teve que deixar seu amor verdadeiro e viajar pela mata nativa de New South Wales. A jornada foi longa e a trilha da floresta era desconhecida para a linda princesa Eelemani. Ela estava preocupada que o retorno para sua amada família seria difícil. Então ela falou com os deuses da terra e dos planetas e foi presentada com sementes especiais que ela foi semeando a medida que caminhava pelas trilhas. As sementes especiais foram sendo espalhadas no solo úmido e fértil da floresta. Caindo no chão, elas criaram raízes e voaram em direção à luz do sol. Tão notáveis eram essas plantas, que seu belo caule branco se destacava de todas as outras árvores. À noite, seu brilho polido refletia a luz da lua mostrando a trilha. Eelemani se sentiu segura, sabendo que os Deuses lhe haviam dado um marcador tão poderoso para protegê-la em sua jornada. E assim as árvores de Eelemani floresceram ao longo dos éons do tempo e o povo Bundjalung veio a aprender suas propriedades mágicas: assim como as árvores protegeram Eelemani, as folhas dessa árvore protegiam contra infecções e doenças de pele. Desde então acredita-se que o povo indígena Bundjalung do leste da Austrália tenha utilizado o chá  da Melaleuca como remédio tradicional há muitos anos, de várias maneiras, incluindo a inalação de óleo das folhas esmagadas para tratar tosses e resfriados, aplicando as folhas em feridas, também a preparação de chá das folhas para o tratamento de dores de garganta ou aplicação na pele para pequenas feridas, escoriações e picadas de insetos.

A Melaleuca Alternifolia

Melaleuca (Tea Tree) é uma combinação de duas palavras gregas: melas (“preto”) e leukos (“branco”), em referência ao tronco preto contrastante aos ramos brancos característicos de muitas espécies deste gênero. A palavra alternifolia é derivada do latim e significa “folhas alternadas”. O gênero Melaleuca pertence à família Myrtaceae e contém aproximadamente 230 espécies de plantas, quase todas nativas da Austrália. As plantas da família das Myrtaceae adaptam-se bem aos climas tropicais, suas folhas são sempre verdes, fortes e simples. Em geral são reequilibradores, agindo nos domínios pulmonares, metabólicos e nos centros de energia. Outras plantas aromáticas que pertencem a essa família: Cajepute, Cravo, Eucalipto, Murta, Noz-Moscada, Niaoli e Louro. A Melaleuca é um arbusto de folhas pontiagudas e grande vitalidade. Ela produz um dos melhores Óleos Essenciais para efeitos antifúngicos, anti-infecciosos e antissépticos.

 

Tea Tree para o combate à Acne

O Tea Tree, junto aos Óleos Essenciais de Orégano e Segurelha, são aqueles que possuem maior documentação de suas propriedades médicas e antissépticas. Devido às propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias também presentes no Óleo Essencial de Tea Tree, ele apresenta potencial para funcionar como um remédio natural para a acne e outras condições inflamatórias da pele, incluindo eczema e psoríase. Um estudo piloto de 2017 conduzido na Austrália avaliou a eficácia do gel de óleo de Melaleuca. Os participantes aplicaram esse gel em seus rostos duas vezes ao dia por um período de 12 semanas. O resultado desse estudo, segundo os pesquisadores foi que “o uso dos produtos de óleo de Tea Tree melhorou significativamente a acne leve a moderada e os produtos foram bem tolerados.” Segundo Aurora DeJuliis, dermatologista e esteticista de Nova Jersey – EUA, os principais componentes bactericidas no óleo de Tea Tree são os terpenos. Segundo ela, “Os terpenos são um tipo de óleo volátil capaz de destruir as bactérias”. E ela continua: “o óleo de Tea Tree funciona em espinhas porque tem propriedades desinfetantes e calmantes”. Sendo assim, esse óleo penetra no entupimento entre a pele e as glândulas sebáceas e também é bom para “desinfetar os poros e ressecar cravos”, diz ela. Portanto, o Óleo Essencial de Tea Tree é uma excelente opção para o combate à acne.

Uma variedade de Terpenos

Obtemos o Óleo Essencial da Tea Tree através da destilação de suas folhas. Ao examinarmos quimicamente esse óleo, observamos a presença de diferentes tipos de compostos terpênicos, dentre eles: álcoois terpênicos, terpenos, sesquiterpenos e os óxidos terpênicos. Vamos ver alguns detalhes a respeito dos dois compostos que se apresentam em maior quantidade nesse óleo: os álcoois terpênicos e os terpenos.

Os álcoois terpênicos são aqueles de maior concentração no óleo de Tea Tree (variando de 30 a 50 %). Essa família química é muito importante na Aromaterapia, o terapeuta sempre buscará compostos que pertencem a ela quando quiser tratar patologias microbianas, viróticas e fúngicas.

Em segundo lugar na composição do óleo de Tea Tree, encontramos os terpenos (cerca de 30% da composição). Esse óleo possui um terpeno específico, denominado para-cimeno, esse composto está associado a efeitos analgésicos percutâneos (ou seja, é capaz de acessar regiões por debaixo da pele).

 

Um escudo poderoso para o guerreiro dos tempos modernos

O tempo em que vivemos, com sua quantidade torrencial de estímulos e informações, pede uma disciplina especial (se quisermos nos manter saudáveis física-mental e espiritualmente). É por isto que aliados naturais como o Óleo Essencial de Tea Tree podem ter um papel determinante nesta busca pela saúde. Fortalecendo a resposta imune de nosso corpo (sem causar efeitos colaterais), ele contribui fortemente para neutralizar agentes patogênicos, construindo uma resposta imune de força duradoura. Este óleo não só é usado contra problemas incluindo infecções de gengiva e garganta, úlceras na boca, febres, resfriado, gripe, sinusite, otite, bronquite, cistite, vaginite, cândida albican, cólicas bacterianas ou viroses, mas também como um anti-inflamatório, cardiotônico e tônico do sistema nervoso. Ele melhora a circulação capilar, proporcionando um melhor crescimento do cabelo e ajuda no tratamento de queimaduras, bolhas, picadas de insetos, herpes e feridas infectadas. Sua energia milagrosamente positiva fortalece o coração e a mente e se apresenta como “defesa”, nos ajudando no combate às doenças. É um “soldado” para estar na linha de frente da batalha neuro-psico-imunológica pela Saúde. O óleo de Tea Tree é um escudo poderoso para o guerreiro dos tempos modernos.