Kit Flora Brasileira

 

Este kit é o xodó da Oshadhi. É parte de nossa missão despertar o mundo da Aromaterapia para o poder dos Óleos Essenciais Brasileiros. Não é novidade: a flora brasileira é a mais rica do globo. Neste universo botânico, já foram identificadas mais de 2.000 plantas capazes de produzir Óleo Essencial. Apesar deste imenso potencial, a Aromaterapia ainda utiliza poucos óleos nativos de nosso país.

Neste kit, você terá acesso aos principais Óleos Essenciais Brasileiros e poderá sentir novos aromas, ao mesmo tempo exóticos e profundamente familiares: nossa natureza em gotas!

Neste kit, você encontrará os seguintes óleos: Alecrim do Campo (Baccharis dracunculifolia), Breu Branco (Protium heptaphyllum), Copaíba Bálsamo (Copaifera officinalis), Erva Baleeira (Cordia verbenaceae) e Pimenta Rosa (Schinus terebinthifolius).

 

Alecrim do Campo (Baccharis dracunculifolia)

 

História

O Alecrim do Campo (Baccharis dracunculifolia) é uma espécie arbustiva, ramificada e perene que pode chegar a três metros de altura. É nativo da América do Sul e foi considerada erroneamente uma planta invasora de pastagens e erradicada de muitas regiões em função disto.

No Brasil, onde também é conhecido pelo nome popular de vassourinha, devido a seu uso ancestral na produção de vassouras, ocorre nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, principalmente nas áreas de cerrado.
Atualmente, sabe-se que é por meio da coleta da resina desta planta pelas abelhas que o própolis verde é produzido. A espécie, ao servir como hospedeira a diversos tipos de insetos e fungos, possui uma enorme biodiversidade associada.

Existe uma canção popular bem conhecida, que fala desta planta:
“Alecrim, alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Foi meu amor
Que me disse assim:
Que a flor do campo
é o alecrim”.

Seu Óleo Essencial possui aroma adocicado que lembra o Mel e é conhecido pelas suas ótimas propriedades regeneradoras da pele, onde auxilia a reduzir manchas, rugas, estrias e dermatites.

Além disso, possui um potente efeito de fortalecimento da Imunidade, anti-inflamatório e na melhora do Sistema Respiratório.

Atividade terapêutica

Apesar de seu nome popular, o Alecrim do Campo (Baccharis dracunculifolia) é uma planta completamente diferente do Alecrim (Rosmarinus Officinalis). Pelos nomes científicos de cada uma destas plantas, vemos que são espécies completamente diferentes. Este é um bom exemplo da importância de conhecermos os nomes científicos das plantas, através deles evitamos confusões relacionadas aos nomes populares (que variam de região a região e muitas vezes induzem ao erro).

Do ponto de vista químico, o óleo de Alecrim do Campo é composto de Sesquiternos e Monoterpenos. Destas famílias químicas, destacam-se, em sua composição, o beta-pineno, o limoneno e o Nerolidol.

Em um estudo realizado em 2006 pela UNIPAR, o óleo de Alecrim do Campo mostrou-se uma boa opção em tratamentos onde sejam necessários efeitos anti-inflamatórios. Neste estudo, este óleo foi avaliado em sua ação de inibição da hialuronidase, que é uma enzima envolvida nos processos de inflamação. Observou-se que o óleo de Alecrim do Campo inibiu em 77,86% a atividade da enzima hialuronidase, confirmando seus efeitos anti-inflamatórios.

Receita

Em nosso dia-a-dia, experimentamos algumas situações onde a inflamação se apresenta. Uma delas é em dores musculares. Esta inflamação pode vir por conta de uma lesão ou,simplesmente, por conta de fadiga. Por isto, é sempre bom ter a mão algum recurso natural que nos auxilie a lidar com estas inflamações sem precisar recorrer aos anti-bióticos. Nesta receita, indicamos três Óleos Essenciais anti-inflamatórios e de nossa rica flora brasileira: Copaíba, Pimenta Rosa (Aroeira) e Alecrim do Campo.

🔵RECEITA DE BLEND ANTI-INFLAMATÓRIO 100% BRASILEIRO

🔹Em um recipiente de vidro, misture:

🔹10 gotas do óleo de Copaíba – Bálsamo (Copaifera officinalis);
🔹10 gotas do óleo de Pimenta-Rosa, Aroeira (Schinus terebinthifolius);
🔹10 gotas do óleo de Alecrim do Campo (Baccharis dracunculifolia);
🔹8 ml de óleo vegetal (a sua escolha).

🔵Aplique na área de inflamação, fazendo uma leve massagem.

 

Breu Branco (Protium heptaphyllum)

 

História e Botânica

O Breu Branco (Protium heptaphyllum) faz parte da família botânica Burseraceae. Sua árvore é de médio porte, alcançando 10 a 15 metros de altura. O fruto se abre expondo uma única semente envolta em uma cobertura carnuda branca e comestível, levemente ácida, que atrai a fauna dos locais onde cresce.

Em setembro ela floresce e em dezembro, quando frutifica, fica belíssima. A família das Burseraceae possui algumas outras plantas, também famosas por suas resinas: o Elemi, a Mirra e o Olíbano. Em sua maioria, as plantas desta família crescem em regiões tropicais desérticas, onde recebem intensa energia solar.

Para fins de proteção de sua superfície, estas plantas cobrem-se permanentemente de uma camada bem fina de resina aromática, de modo a “filtrar” os intensos raios solares. Daí, nos explica Marcel Lavabre, a assinatura vegetal que explica os efeitos anti-inflamatórios dos Óleos Essenciais provenientes das Burseraceae. Sendo assim, agem terapeuticamente nas inflamações internas do organismo (bronquite e tosse, por exemplo).

Diferentemente das outras plantas de sua família, a resina do Breu Branco também cumpre uma outra função. Por muito tempo essa função foi um mistério, sendo incerta a razão do por que esta árvore secretava sua resina aromática. Buscando a resposta para esta pergunta, o Dr. Guilherme Oberlaender consultou estudiosos da flora amazônica, que lhe comunicaram a seguinte explicação: a árvore do Breu secreta esta resina com a finalidade de impedir que determinados insetos da região alojem seus ovos na casca da árvore. O aroma desta resina atrai estes insetos de modo que eles alojem seus ovos na resina secretada, ao invés da casca, onde traria malefícios à estrutura da árvore.

 

A mística das Burceraceae

A família Burceraceae possui algumas plantas célebres por conta dos Óleos Essenciais que produzem: o Olíbano, a Mirra e o nosso Breu Branco.

Uma breve pesquisa nos mostrará que estas quatro plantas são usadas, até hoje, em contexto religioso. O Olíbano e a Mirra estão intimamente ligadas à tradição cristã. Estas duas resinas foram dadas, junto ao ouro, como presentes ao menino Jesus. Além disto, elas são usadas, milenarmente, em fumigações rituais, proporcionando a concentração mental e a religiosidade.

Do mesmo modo, a resina do Breu Branco é utilizada pelos povos amazônicos.

Todas estas diferentes resinas, espalhadas em diferentes cantos do planeta e com usos ritualísticos muito similares. Será apenas coincidência? Uma maneira de entender a “coincidência” no uso destas substâncias naturais é explorar seu significado simbólico. Quando a superfície de algumas plantas recebe um golpe, um corte, um impacto, logo a planta secreta sua resina de modo a cobrir e proteger a área afetada. A resina é, portanto, um recurso para assimilar feridas.

Mas e o que isto tem a ver com o Breu Branco, cujo uso ritual, na palavra dos índios, é para “abrir a memória”? É preciso nos perguntar: como é que eu e você assimilamos nossas feridas internas, emocionais? Certamente não é pelo fechamento, ou pelo empedramento dos traumas e complexos.

Pelo contrário, é “abrindo a memória”: relembrando acontecimentos desagradáveis (ou não), reintegrando-os em nossa consciência e dando nome a eles. Assimilar nossas feridas (inevitáveis ao longo da vida) significa tomarmos consciência delas, aprender a contar o que vivemos. Narrando a nós mesmos o vivido, podemos nos libertar para escrever nosso futuro.

 

Receita

Nesta receita uniremos as propriedades de três óleos essenciais brasileiros reconhecidamente anti-inflamatórios: o Breu Branco, a Copaíba e a Pimenta Rosa.

Este blend de massagem servirá para aliviar dores relacionadas às inflamações, principalmente as articulares.


O poder deste blend está associado, em grande medida a um componente químico específico: o beta-cariofileno. Segundo o Dr. Guilherme Oberlaender (consultor científico da Oshadhi Brasil), o Beta-cariofileno é anti-inflamatório e pode ter efeitos bactericidas e antialérgicos. No que diz respeito aos sesquiterpenos, em geral, o Dr. Dominique Baudoux afirma que “os óleos essenciais que contêm essas moléculas raras encontram uma vasta utilização no tratamento de toda patologia alérgica e inflamatória: todas as erupções e irritações cutâneas, as crises de asma (…)”.


🔵INGREDIENTES:


🔹20 ml de Óleo de Amêndoa Doce (Prunus amygdalus);
🔹6 gotas do óleo de Óleo de Breu Branco (Protium Heptaphyllum);
🔹4 gotas do óleo de Copaíba (Copaifera officinalis);
🔹4 gotas do óleo de Pimenta Rosa (Schinus terebinthifolius);

💆Aplique este blend diretamente no local da dor e massageie suavemente.

Copaíba Bálsamo (Copaifera officinalis)

 

Copaíba: joia da floresta amazônica

A Copaíba (Copaifera officinalis) vem ganhando os olhos do mundo, graças às suas múltiplas propriedades terapêuticas. Óleo de aroma suave, amadeirado e adocicado, ele é uma joia amazônica ainda desconhecida para muitos brasileiros. Segundo Rhianon Lewis, o óleo de Copaíba é o “Óleo Essencial do futuro”.

É provável que a origem do nome tenha vindo da língua tupi “cupa-yba” que significa “árvore de depósito” ou que tem jazida, uma referência ao óleo que possui em seu interior. Graças às suas propriedades medicinais, ele é muito conhecido pelos índios latino-americanos, que o utilizavam para curar feridas de guerreiros e para passar no coto umbilical (umbigo) de recém-nascidos. Alguns acreditam que estes usos tenham vindo da observação do comportamento de alguns animais feridos, que se esfregavam no tronco das árvores de copaíba para cicatrização de suas feridas.

Até hoje, no Rio Solimões (noroeste da Amazônia) a resina de Copaíba é usada pelas tribos indígenas para curar feridas, interromper sangramentos, tratar psoríase e tratar gonorreia. Hoje, curandeiros e curandeiras da Amazônia usam a resina de Copaíba para todos os tipos de dor, para desordens da pele, picadas de insetos, e para acalmar inflamações.

Além disso, o óleo de Copaíba tem sido utilizado extensivamente, com diversas outras funções. Em alguns lugares do norte do Brasil, por exemplo, caboclos fazem uso deste óleo como combustível na iluminação pública. Pelo fato de ser fonte muito rica e renovável de hidrocarbonetos, esta oleoresina tem sido intensamente avaliado como uma fonte de combustível, tendo sucesso comprovado, quando em mistura na proporção 1:9 com o óleo diesel.

 

Bálsamo Aromático

A Copaíba pertence à família das Fabaceae (ou Leguminosae), suas árvores são ramificadas e crescem de 15 a 30 m de altura. Elas produzem muitas flores pequenas e pequenas vagens de frutas com 2 a 4 sementes dentro. Existem 35 espécies de Copaifera, encontradas principalmente na América do Sul tropical (particularmente no Brasil, Argentina, Bolívia, Guiana, Colômbia, Peru e Venezuela).

Várias espécies diferentes são usadas como medicamentos tradicionais de forma intercambiável: a C. iangsdorffii é encontrada principalmente nos cerrados do Brasil central, a C. reticulata é indígena da região amazônica e C. officinalis ocorre amplamente em toda a América do Sul, incluindo a Amazônia. Todas as três variedades são usadas de forma intercambiável.

A parte da árvore frequentemente empregada medicinalmente é a oleoresina que se acumula nas cavidades dentro do tronco da árvore. É colhida batendo ou perfurando a madeira do tronco e coletando a resina que escorre. Uma única Copaíba pode fornecer cerca de 40 litros de oleoresina por ano, tornando-se um recurso sustentável da floresta tropical que pode ser colhida sem destruir a árvore ou a floresta em que cresce.

Quando batida, a resina oleosa inicial é clara, fina e incolor; engrossa e escurece em contato com o ar. As resinas comercialmente vendidas são um líquido espesso e claro, com uma cor que varia de amarelo pálido a marrom claro dourado. Embora seja frequentemente referido como bálsamo ou óleo, o nome mais correto é oleorresina.

Para evitar confusão, é preciso entender que existem dois tipos de “óleo de Copaíba”. O primeiro é apenas a oleoresina, que escorre diretamente da planta sendo filtrada em seguida. O segundo é um Óleo Essencial, destilado a partir da oleoresina de Copaíba.

 

Receita

O Óleo Essencial de Copaíba possui grandes concentrações de sesquiterpenóides, particularmente o beta-cariofileno. A oleoresina possui esta mesma riqueza do Óleo Essencial além de trazer, em sua composição, ácidos diterpenos, responsáveis por muitas das atividades terapêuticas observadas, pois muitos destes benefícios estão relacionados a esses diterpenos.

Segundo o Dr. Guilherme Oberlaender (consultor científico da Oshadhi Brasil), o Beta-cariofileno é anti-inflamatório e pode ter efeitos bactericidas e antialérgicos. No que diz respeito aos sesquiterpenos, em geral, o Dr. Dominique Baudoux afirma que “os óleos essenciais que contêm essas moléculas raras encontram uma vasta utilização no tratamento de toda patologia alérgica e inflamatória: todas as erupções e irritações cutâneas, as crises de asma (…)”.

🔵Veremos algumas maneiras bem simples pelas quais aplicar esta oleoresina em benefício da nossa pele, tratando males comuns a muitas pessoas: a micose de unha, a acne e as dores musculares.


1️⃣Para espinhas e acne, feridas, erupções cutâneas e inflamações diluir com 4 partes de óleo carreador em 1 parte de óleo de Copaíba. Óleo de coco, abacate, jojoba, semente de uva, damasco e semente de rosa mosqueta são todos bons óleos carreadores para combinar com a copaíba.

2️⃣Para fungos nas unhas, use o óleo de copaíba não diluído. A oleoresina deve ser aplicada com força total diretamente na (s) área (s) afetada (s) sem diluí-la em outro óleo.

3️⃣Para articulações e músculos doloridos ou inflamados, empregar topicamente como óleo de massagem – combinado com óleo carreador (uma parte de copaíba e dez partes de óleo carreador).

 

Erva Baleeira (Cordia verbenaceae)

 

História

A Erva Baleeira (Cordia verbenaceae) é um arbusto nativo da mata atlântica brasileira. Ele cresce principalmente nas regiões litorâneas, podendo atingir 3 metros de altura. Suas folhas possuem aroma forte, sendo utilizado na medicina popular e também como tempero para peixes.

Existem duas histórias (ou estórias) a respeito desta erva. Um delas remete às comunidades pesqueiras, onde se conta que o nome desta erva deve-se ao fato dela haver sido muito utilizada como tempero para carne de baleia (daí o nome baleeira). Outra história explica a origem do medicamento anti-inflamatório Acheflan (produzido a partir da sintetização do alfa-humuleno, composto do Óleo Essencial de Erva Baleeira). Conta-se que um pesquisador da farmácia Ache estava de férias em uma região litorânea e, ao observar um caiçara limpando peixe na praia, reparou que ele cortou um dos dedos e logo mascou uma erva que crescia ali perto e aplicou ao corte. Perguntando ao matuto que erva era aquela e porque a colocou em seu corte, ele veio a saber que se tratava da erva baleeira, tradicionalmente usada como anti-inflamatória e cicatrizante. Apoiado neste conhecimento popular, o pesquisador aprofundou os estudos desta erva ao ponto de chegar à formulação do Acheflan, que hoje é um consagrado medicamento anti-inflamatório.

 

Poder Anti-inflamatório 

Ao fazer uma análise química da composição do Óleo Essencial de Erva Baleeira, observa-se que dois componentes se destacam: o alfa-humuleno e o beta-cariofileno.

O Alfa-humuleno, também conhecido como humuleno e α-cariofileno, é um sesquiterpeno que ocorre naturalmente no Óleo Essencial do Lúpulo (Humulus lupulus) de onde retira seu nome. Possui grande potencial anti-inflamatório, pois é capaz de inibir enzimas que atuam no processo inflamatório. Em um estudo realizado em 2007, pela European Journal of Pharmacology, os pesquisadores afirmaram “que o α-humuleno e (-) – trans-cariofileno, derivados do óleo essencial de C. verbenacea, podem representar ferramentas importantes para o manejo e / ou tratamento de doenças inflamatórias”.

O beta-cariofileno também é um sesquiterpeno, e é encontrado em outro Óleo Essencial brasileiro: o óleo de Copaíba. Segundo o Dr. Guilherme Oberlaender (consultor científico da Oshadhi Brasil), o Beta-cariofileno é anti-inflamatório e pode ter efeitos bactericidas e antialérgicos. No que diz respeito aos sesquiterpenos, o Dr. Dominique Baudoux afirma que “os óleos essenciais que contêm essas moléculas raras encontram uma vasta utilização no tratamento de toda patologia alérgica e inflamatória: todas as erupções e irritações cutâneas, as crises de asma (…)”.

 

 

Receita

As dores musculares e de articulação fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas. A maioria destas dores está relacionada à uma inflamação que precisa ser resolvida de maneira adequada e eficaz. Na maioria das vezes, na correria do cotidiano, os medicamentos alopáticos acabam sendo a opção mais escolhida. Mas e se existisse uma opção natural (e prática) para lidar com estas dores musculares e de articulação? Existe! Na receita de hoje, selecionamos 3 Óleos Essenciais 100% brasileiros e que possuem alta potência anti-inflamatória.

BLEND PARA DORES MUSCULARES e de articulação:

🔹 5 gotas do óleo de Erva Baleeira (Cordia verbenaceae);
🔹 5 gotas do óleo de Copaíba (Copaifera officinalis);
🔹2 gotas do óleo de Pimenta Rosa (Schinus terebinthifolius);
🔹10 ml do óleo vegetal de Jojoba (Simmondsia chinensis).

👨‍🔬INSTRUÇÕES: Em um recipiente de vidro, com tampa, misture os Óleos Essenciais ao Óleo Vegetal. Aplique este blend à área de dor muscular, se possível acompanhe esta aplicação com uma pequena massagem na área. Caso haja algum sinal de irritação cutânea, pare imediatamente o uso.

Pimenta Rosa (Schinus terebinthifolius)

 

História

A planta que vamos falar esta semana possui alguns nomes populares: Pimenta Rosa, Aroeira, Aroeira Vermelha e, recentemente, é conhecida fora do Brasil como Pimenta brasileira (Brazilian pepper). A Aroeira produz frutos pequenos e vermelhos, muito apreciados na gastronomia, onde são considerados uma espécie de pimenta doce.

Além de seu uso na culinária, a Aroeira também já é utilizada há tempos na medicina popular. Indicada para o tratamento de artrite, febres, ferimentos e reumatismos. Os estudiosos registram as seguintes propriedades etnofarmacológicos: anti-inflamatória, antiespasmódica, tônica, diurética, emenagoga, adstringente, cicatrizante, balsâmica e bactericida.

Vale lembrar também que a resina azulada, retirada da casca da Aroeira, era utilizada pelos jesuítas para preparar o “balsamo das missões”. Em seu livro “A república comunista cristã dos guaranis” (1968), o padre suíço Clovis Lugon é o primeiro a registrar o bálsamo-das missões, remédio extraído da aroeira (ou aquaraiba, nome indígena ainda usado no Paraguai), que servia para curar males variados e que era até exportado para a Europa, nos idos de 1600. Seu nome indígena (Aguaraiba) vem do Tupi-Guarani e quer dizer: árvore que alimenta o Aguará (uma espécie de cachorro do mato).

 

Potente atividade bactericida

São atribuídas ao Óleo Essencial de Aroeira as seguintes propriedades: anti-inflamatória, antifúngica, bactericida, digestiva, carminativa, promotora da circulação, antisséptica e antioxidante. Mas o destaque que vem sendo dado pelos estudos científicos atuais é para sua propriedade bactericida.

Em 2010 a Revista Brasileira de Microbiologia publicou um artigo onde a atividade bactericida do Óleo Essencial de Aroeira em relação ao Staphylococcus (gênero de bactérias que está por detrás de muitas doenças) foi investigada. Neste estudo, os pesquisadores esclarecem de que forma os Óleos Essenciais, de forma geral, agem contra estas bactérias: “Os óleos essenciais agem contra os microorganismos, causando instabilidade da membrana plasmática, levando à ruptura das células. Este efeito é devido à matriz de compostos antimicrobianos em óleos da classe terpinóide (mas não limitado a) como timol e carvacrol. Embora a atividade antimicrobiana possa ser aumentada por um único composto químico, geralmente parece um resultado da sinergia entre muitos compostos químicos presentes nos óleos”.


Neste estudo, a intervenção do Óleo Essencial de Aroeira foi testada em sua capacidade de combater a proliferação de microorganismos a partir de otites em cachorros. Os resultados do estudo demonstraram que “tomadas em seu conjunto, nós concluímos uma toxicidade mais baixa e a potente atividade antimicrobial do OE de Aroeira sustentando seu uso potencial em práticas veterinárias”.

 

Receita

Nesta receita, recomendamos o uso do Óleo Essencial de Aroeira na forma de gargarejo. Este uso trará benefícios especificamente para condições de inflamação da garganta. Isto ocorre por conta da capacidade deste óleo de combater bactérias e microorganismos que, muitas vezes, estão por trás desta inflamação ou poderiam agravá-la.

Ao usar este Óleo Essencial em gargarejos, você faz com que ele entre em contato direto com a área problemática. Isto traz a vantagem de ação potente diretamente no local e, consequentemente, uma resposta rápida. Como fazê-lo?
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Basta adicionar uma a duas gotas do Óleo Essencial de Aroeira em meio copo de água morna e gargarejar por um minuto ou dois. IMPORTANTE: Não engula a mistura após gargarejar. Você pode fazê-lo duas vezes ao dia (uma de manhã e uma de noite) e fazê-lo por três dias seguidos. Depois disto dê um espaço de pelo menos 2 dias, caso ainda queira repetir o procedimento.